Porque há palavras que se perdem. Porque há sentimentos que nos parecem tão reais.
4.7.09
6.2.09
one year later

Faz hoje um ano que resolvi transferir todo o meu blogue, que se encontrava parado há outro tanto tempo, aqui para o blogger. Sem saber porquê ou para quê. Como que a modos que um novo recomeço. E se há dias onde ele é de facto aquele ombro que está sempre lá para eu poder desabafar, disparatar, outros dias há em que a inércia, a falta de tempo ou mesmo de pachorra o atiram para o canto das coisas que talvez nunca venham a ter um verdadeiro sentido. Talvez seja este o sentimento do momento, para já amanhã encontrar uma nova razão para o pintar de outras cores. Por agora, fica o registo (que eu cá sou daquelas que tiram foto e metem data em tudo o que se passa numa vida).
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8.10.08
um amor atrevido
Adoro ler esta mulher, mãe, profissional. Com uma vida preenchida de flores, horrores e desamores, chega a este mundo dos blogues e preenche-nos com as suas palavras. Tenho os três ali ao lado, bem guardados, e sempre que lá vou apaixono-me pelo texto que encontro. Este é só um deles.
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Continuas por cá, a fazer o quê não sei. Mais fácil assim, não é? Aqui não gritas e eu não choro. É um descanso regalado: vais sabendo do que me falta e do que me sobra, sem que o mesmo te falte ou sobre a ti. Existe algo de doce e de confortável, não achas?, no compromisso unilateral do que escreve e na saciedade daquele que religiosamente o lê. Uma espécie de regresso a casa sem teres que explicar a ninguém como correu o dia. Remendas-te com bocadinhos meus, satisfeito porque quando me lês me tens despreocupadamente, sem mexeres uma palha. Sabes que quando falo nos outros te minto, que é manobra de diversão, poeira para os olhos, embora à primeira leitura um ligeiro sobressalto, será que. Não que te faça mossa, até de mim nos outros tu gostas de saber. Acho, aliás, que me preferes nos outros: é seguro e indolor. E que alívio!, eu não saber do exagero de tempo que perdes comigo, a fingir que vens pela excelência da escrita, coitada da escrita, uma prosa rarefeita que não justifica o trabalho. Convém-te, pois claro!, que eu à mão entre um café e um cigarro, enquanto desapertas descontraído a gravata. Eu a jeito, pronta a usar, de uma vez ou às prestações, sem dores nem ralações, sem corpo nem textura e ainda menos o odor pegajoso de algum desejo que aflorasse só com o estar perto. Que sorte!, poderes convencer-te que gostas do que escrevo e não de mim, e que queres lá saber, pois os filhos e a mulher em casa, o jantar pronto na mesa, a colega lá do escritório, que é gira e boa e se mete contigo, a loura no descapotável que até comias se não desse sarilho. Ah, que descanso!, livre da urgência e da marcação serrada, dos telefonemas a desoras e do querer sempre mais, pois só um almoço não chega, porque não um jantar, porque não agora, porque não mais vezes, quero mais de ti, quero mais e mais e mais. E que bom para mim também!, repara: não te fartas nem me desiludes, não me fodes nem me abandonas, não me enganas nem me aldrabas, não me baralhas, não me desconcertas, não chegas tarde e a más horas, não te vens em três minutos, não me deixas a arder na cama nem me juras que a vais deixar.
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19.4.08
E porque...
…este blogue anda demasiado triste, revoltado e desiludido. E porque a vida ensinou-me que às vezes temos de respirar bem fundo até atingirmos novamente o fôlego habitual.
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18.4.08
Também...
...já entrei para o Berço de Ouro! BERÇO DE OURO
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13.2.08
Recomeçar...
…sem rumo. Mudar, sem medo. Comigo veio quase tudo. Toda a mobília, todos os mapas que me levam de encontro aos amigos. Até mesmo as cores com que pintei a antiga casa. Só não trouxe as palavras que os amigos foram deixando. Não que não as quisesse nas novas paredes, mas porque teriam de ser por mim desenhadas. E deixariam de ser vossas, sem nunca poderem ser minhas.
E aqui estou eu sentada, nesta sala ainda vazia, olhando as paredes e tentando perceber como as hei-de ilustrar. Sem pretender que fiquem perfeitas, mas que me façam sentir confortável, neste lugar onde destinei continuar a viver.
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6.2.08
Em reconstrução
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26.6.06
[conversas escritas]
Um dos textos mais bonitos que já li aqui pela blogosfera. Do Vítor do [conversas escritas]. De alguém que pega nas palavras, cozinha-as, dá-lhes a cor e o sabor. Por vezes doce, por vezes amargo, mas sempre belo.
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A sala é imensa.
A sala é imensa, penso. Quando eras tu e eu a sala era igualmente imensa, mas sabia-me bem estar numa sala imensa, contigo.
Nessa altura as mulheres consideravam-me um fragmento de mundo e viviam em mim aquilo que julgavam ser uma viagem. Chegavam e partiam como se nunca as tivesse realmente entendido.
Foi numa dessas jornadas que te conheci, mas ao contrário das outras paixões que por aqui se detinham momentaneamente, tu julgavas ter descoberto em mim aquilo que só hoje descobri em ti.
E deste modo, as horas entre nós tornaram-se cada vez mais espessas até eu desaparecer. Fugir do amor é isso mesmo, é pegar nas malas que deixaste em mim, escondê-las cá dentro, no fundo do que sou, e depois dizer-te que desapareceram e que as deves ir procurar.
Essa foi a mentira que desenhei para mim, e hoje, nesta sala imensa, rodeado de nada, não encontro a verdade.
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21.6.06
entre as 15 e as 17...
Se eles podem,
se eu posso,
porque não hão-de eles também poder?
Hoje, das 15h às 16:45, não percam
serão os únicos deste país que irão correr!
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20.6.06
Got an error: Bad ObjectDriver config: Connection error: Too many connections
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7.6.06
[noite escura]
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[noite escura]
[noite: s.f. espaco de tempo entre o crepusculo e o amanhecer; obscuridade reinante nesse tempo] [escura: adj. obscura; falta de luz]
Dois meses. Pudesse eu voltar dois meses atrás. Fosse eu capaz disso, fosse eu dono do tempo. Seria a forma de não te saber uma puta, só uma boa menina qualquer de olhos grandes. Porque afinal é isso que pareces e é isso que os outros fazem de ti. Há dois meses tinha um vida calma e um jantar marcado para uma noite de um dia de semana qualquer. Fui um tanso. Porque fiquei logo ao pé de ti, a falar de mim, de olhos bem abertos, de frases soltas, de copo na mão. Tu foste logo atrás, ingénua – pelo menos assim parecias –, querida, bonita… minha. Bem me enganaste. Porque sempre soubeste o que dizias e adivinhaste o que sairia da minha boca. Saiu-me o tiro pela culatra. Acabamos na tua casa e não na minha, contigo a sair do quarto e eu na cama sozinho, perturbado comigo, no que acabara de me transformar: uma extensão de ti, um vazio de mim. Nunca me senti tão nu como ali, mesmo estando já eu meio vestido, despido essencialmente do que deveria estar a sentir: o teu carinho, o meu carinho, o estarmos juntos. Todas essas coisas que mais não eram do que o contrário de nós naquele momento - e como se porventura alguma vez pudesse cometer a ousadia de me referir a nós num só plural. Desde sempre tu e eu.
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Lembro-me daquela conversa de café em que surgiram termos que me eram desconhecidos. E de, em seguida, mergulhar-te em perguntas tentando entender e querer saber mais dessa tua blogosfera. De estranhar o viver-se num mundo virtual, com pessoas virtuais, quem sabe amigos até, onde as palavras fluem e os sentimentos irrompem. E comecei pelo blogue que me indicaste. Li, gostei, até começar a sentir aquela necessidade de o procurar todos os dias. Sim, porque há palavras que não se dizem nas mesas de um café, porque há sensações que só revelamos no nosso mundo virtual, e porque nesse nosso mundo virtual, que é de tantos outros como nós, encontramos o que nós próprios sentimos e nunca soubemos como o manifestar.
E deste blogue fiz uma ponte para tantos outros. Procurei de tudo. Daquela política ou actualidade que não se fala no café, por desinteresse ou ignorância, passando pelo humor, sempre com pitada de inteligência, até aos lençóis da intimidade. Sem nunca deixar de procurar o [noite escura], onde encontrava sempre a familiaridade das palavras. Deixaste morrer essas palavras, ou até, quem sabe, foste revelá-las para outro sítio qualquer, à procura de novos amigos virtuais. Às vezes lá volto à tua morada, que permanece estática. Talvez para sempre, quem sabe...
Mas porque há registos que têm de ser feitos. E porque gostei, quis procurar mais, até entrar nesse mundo, de tantos outros, mas muito meu...
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6.4.06
Já não há pachorra!

do sítio do costume
Estou farta. Sempre que entro nesta casa ouço o ram-ram do costume. E se há dias em que estou para aí virada, outros há que não posso ouvir esta treta. Não é que não goste dela, da musiquinha dali do lado, mas sinceramente... este blogue já estava a ficar demasiado lamechas! E hoje não me apetece ouvir disto. Talvez Rammstein ou algo mais forte que me lixe o juízo. Mas também não comprei nenhum cd deles e parece que não me deixam sacar as músicas da net. Pois então companheiros, sempre que aqui entrarem cantem bem alto
Es fließt durch meine Venen
Es schläft in meinen Tränen
Es läuft mir aus den Ohren
Herz und Nieren sind Motoren
E se insistirem na balada do costume é só clicar no play ali na barra lateral. Para mim chega!
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6.3.06
Este Farpas é bestial!

Pois é. Depois de uma ajudinha a todos os bloggers, aquando da iniciativa da Isabel, em que ensinou-nos a dar música, eis que o nosso Farpas responde ao meu grito de socorro e dá-nos umas dicas para modificar esta casa. Com as suas curtas e claras explicações, acompanhadas da formatação da imagem, mudou-nos o cabeçalho lá de cima. O resto foi o trabalho de uma aluna atenta e perspicaz ;)
Amiga, espero que gostes do que consegui fazer até agora. Por hoje chega. Estou cansada. Já sei que vais pedir para mudar este castanhinho aqui das laterais, para aumentar o tipo de letra, e tudo, e tudo, e tudo... Mas tu bem sabes que eu não entendo nada de html e tu nem sabes o que isso é!? Assim, fiquemos felizes com o que já alcançámos.
A ti Farpas, contamos contigo. E espero que não te importes se o resultado deste post for uma enchente de mails no teu correio electrónico. Há coisas que não podem ficar só para nós. Não seria justo.
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21.2.06
Do silêncio para o som...
ecos de uma asa que voa
pedro abrunhosa
Esta é a nossa primeira música. Foi graças ao Farpas que neste blog começaram a aparecer imagens e sons. Estamos aqui uns para os outros, não é? O teu altruísmo tornará a blogosfera um local mais melodioso.
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Ponto de Partida
Pois é, a minha participação neste blog deveria ter começado por aqui. Mas foi a ânsia, aliada à oportunidade de um momento, que me fez quebrar aquele projecto tão bem delineado que eu sempre gostei de criar, de seguir. Às vezes defeito, outras vezes virtude. Mas ainda bem que assim foi. Tenho de aprender a não andar sempre na linha recta que outrora esbocei.
Poderia fazer um rewind e começar tudo de novo, poderia esperar pelo dia em que soubesse como se faz um blog, como se administra, como se insere uma imagem e um sei lá de coisas mais. Até que percebi que um blog faz-se de palavras, daquelas palavras que sorvo de outros blogs há coisa de dois anos, daquelas palavras que ficam por comentar tudo o que vou lendo, daquelas palavras que sinto e ficam sempre por dizer. E que melhor sítio do que este para que se quebre o silêncio dessas palavras. Aqui espero que elas sejam julgadas, criticadas, amadas. Sem a parcialidade de uma imagem que me acrescenta e de uma vida que construo. Aqui serei só eu e elas, as minhas palavras.
E como nas decisões difíceis é sempre bom não estarmos sós, e como tens sido a minha guia nos últimos momentos, também aqui, amiga, espero que me acompanhes. Não me sigas, não me conduzas. Simplesmente caminha comigo lado a lado. Existirá sempre aquele ponto de encontro.
Porque tudo o que fazemos na vida tem um 100tido.
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01:34
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