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27.8.09

With every second of our kiss, it was becoming clear: I really like this guy! So, maybe that’s it: “What ultimately defines a relationship is another relationship!”

sex and the city

19.3.09

Somewhere...



Somewhere over the rainbow- way
up high
in the land
that I heard of once
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow- skies
are blue
and the dreams
that you dare to dream
really do come true

Someday I'll wish upon a star
and wake up
where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
away above the chimney tops
that's where you'll find me

If happy little bluebirds fly
above the rainbow, why
Oh, why can't I?

8.3.09

Comment em forma de post!

Porque há palavras que devemos ter sempre presentes. E devemos sempre relembrá-las, analisá-las. Palavras ditas, e não repetidas, nunca passarão de letras concatenadas por um acaso, em algum instante.

Gosto demasiado das minhas flores. Tenho a varanda repleta delas. Adoro passar tempo com elas. Farto-me de regá-las. Porque prefiro que se afoguem em água do que sequem pela sua carência. São, simplesmente, as minhas rosas! E não é fácil juntar mais uma no meu quintal. Sempre que passo por hortos vou olhando, admirando, namorando. E um dia há em que pego numa e trago-a para bem junto de mim. Para me sentir nos dias seguintes em desassossego, pois receio ter-me enganado na adopção. Procuro olhá-la todos os dias e ver se ela pertence à minha varanda.

Conheço gente que não se interessa por plantas. Gente que compra flores só para esta semana na florista da esquina. Das mais bonitas! Das desta estação! (com certeza das mais baratas!). Gente que no fim da semana pega nas rosas e deita-as no balde do lixo. E sai à rua novamente em busca de novas e mais alegres. Nunca fui à florista comprar flores para minha casa. Prefiro ir a hortos e trazer também da sua terra para que se alimentem.

Tenho na minha sala uma planta que me ofereceram há 5 anos. E um dos meus grandes orgulhos é continuar a vê-la crescer. Talvez seja a única coisa que ainda cresce daquele momento que guardo. Já perdi muito tempo com uma rosa. Até um dia ter de me separar dela. Pois quando olhava para a minha varanda ela parecia-me sempre murcha. Mas todo o tempo que perdi com ela, tornou-a para sempre importante. Mesmo que longe, numa outra varanda qualquer.

“Os homens já não se lembram desta verdade. Mas tu não te deves esquecer dela… Tu és responsável pela tua rosa…”

Da importância das coisas...


E o principezinho cativou a raposa. Mas quando se aproximou a hora da despedida:
- Ai! - suspirou a raposa - Ai que vou pôr-me a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho. Eu não te desejava mal nenhum, mas tu pediste para eu te cativar...
- Pois pedi - disse a raposa.
- Mas agora vais pôr-te a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai ganhei, sim, senhor! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
E acrescentou:
- Anda, vai ver as rosas outra vez. Vais entender que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.

O principezinho foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Ninguém vos cativou e vocês não cativaram ninguém. Não são como a minha raposa era, uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e ela passou a ser única no mundo.
E as rosas ficaram bastante arreliadas.
- Vocês são tão bonitas, mas vazias - insistiu o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é igual a vocês. Mas sozinha, é muito mais importante do que vocês todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e, até às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.

Depois voltou para o pé da raposa e despediu-se:
- Adeus...
- Adeus - despediu-se a raposa. - Agora vou contar-te o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com os olhos do coração. O essencial é invisível aos olhos...
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já não se lembram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.

Antoine de Saint-Exupéry
O Principezinho

14.2.09

the last one (ii)













(imagem encontrada pelo Google)

8.2.09

Castelos de areia


Gosto de coisas. De comprar pechisbeque em todos os países que visito e encher as minhas estantes com eles. De tirar fotos em todos os momentos e organizá-las em álbuns. Gosto de construir coisas. De vê-las crescer. De reter nas paredes de casa todas as aventuras. Gosto de agradar. De fazer o pão-de-ló de ovos e dar ao colega de trabalho num dia qualquer só porque sei que o adora. Gosto de me dar ao trabalho, de me dar a trabalhos. De me sentir obrigada a tomar café com fulano e de ir jantar com sicrano. Gosto de te bater à porta e de te obrigar a ir ver o sol à foz, mesmo que tenha de te empurrar, porque te sinto derrotada e enroscada nesse teu puf carregado de ácaros, lágrimas, solidão. Gosto de me rir. Gosto de brincar. Gosto muito, mesmo muito, de me rir. Contigo, com ela, e até com aqueles outros daquele outro lado da rua. Gosto de todas as coisas que vão crescendo dentro dos meus armários. E que me fazem sentir que a vida está a ser construída. Que a vida está a ser vivida. Gosto de cada tijolo que empoleiramos. E ainda gosto mais de o barrar bem com cimento. Gosto de, dias mais tarde, dar pontapés a essa fortaleza e orgulhar-me da construção erigida. Gosto de conversar com a gente que vive na minha aldeia. Gosto de ir bater à porta da senhora da frente e dar-lhe um pouco dos bolos que sobraram da festa feita com os amigos (“tão velhinha e para aqui sozinha” – dizia a minha avó que carrega quase 20 anos a mais do que ela!). E ainda gosto mais de sentir que aquela meia hora que estivemos à conversa foi para ela o grande momento da semana. Gosto de reencontrar velhos conhecidos. E de relembrar momentos tão alegres da nossa infância. Gosto de ver a minha agenda preenchida. E até me sabe bem o stress que sinto por recear não estar à altura de todas essas tarefas. Gosto de festas. Gosto de ir ao cinema com aquela amiga distante, mas que está sempre alerta. Gosto de passar 3 horas sentada na praça de alimentação a pôr a conversa em dia e sentir-lhe saudade. Gosto de me dar. Gosto que me dêem. Gosto da liberdade. Gosto da sinceridade. Não gosto da ingenuidade quando fingida. Gosto dos castelos que tenho construído com certas pessoas da minha vida. Orgulham-me. Gosto do material em que eles são feitos.

Castelos de areia? Não. Não me peçam para ir de praia em praia a ajudar a construí-los.

(imagem encontrada pelo Google)

19.1.09

dos nossos sonhos de crianças...


Nascemos. Todos os primeiros passos foram dados em paralelo. Nem mesmo a distância que sempre se asseverou conseguiu que os nossos caminhos divergissem. Brincámos. Dias passados sem sair daquele quarto. Desde cedo que nos tornámos grandes democratas, lembras-te? Passávamos horas em eleições para decidir como gastar o nosso tempo com qualidade. Zangávamo-nos. E logo aprendemos a saber entender-nos sem os ensinamentos dos adultos. Crescemos. Bom, éramos meras adolescentes, com males de amores, fantasiando um cavalo branco com o príncipe encantado. Lembras-te das cartas que escondíamos dentro dos livros que entregávamos ao meu pai para levar à outra? Agora me questiono se alguma vez ele descobriu este nosso truque e se leu os nossos segredos. Envergonha-me. Éramos tão inocentes!

A distância física encurtou-se. Houve momentos de uma histérica dependência, houve zangas, houve amuos, houve saudade. Houve saber lidar com as nossas diferenças, que são tantas!

Há pouco mais de três anos levei-te de encontro ao teu príncipe encantado. Sem cavalo branco, mas repleta das nossas eternas fantasias. Agora resolveste fazer a derradeira caminhada. Não quererás ir a galope no tal cavalo branco que sempre fantasiámos. Mas queres continuar a ter-me a teu lado e aos nossos sonhos de crianças. E isso enobrece-me. Ontem fiquei sem palavras, sem reacções, mas cheia de sentimentos.

Amores-perfeitos? Quero acreditar que nunca irão enfraquecer. E quero vê-los sempre coloridos, quando olhar pela minha janela, na direcção da tua.

(imagem achada pelo Google)

8.12.08

Da próxima vez...

... que resolveres vir cá a casa buscar todos os quadros que pintámos, lembra-te de levares também os pregos.

(foto de Benjamim Vieira em olhares)

É que nem depois de recuperarmos todas as forças, tenho capacidade para os retirar de todas estas paredes.

1.10.08

Quem tem amigos...

...tem tudo!

22.9.08

366*24*60*60

“Quantas vezes olhamos para trás e perguntamos se valeu a pena. E quando olhamos para a frente, será que podemos fazer com que valha a pena? “

Não, não foi como um simples fechar de olhos seguido de um acordar e “Voilá, passou-se um ano!” Foram 366 dias (sim, até aqui a natureza foi cruel oferecendo-me um ano bissexto), 8.784 horas, 527.040 minutos ou 31.622.400 segundos. E como eu vivi cada um deles! Foram tardes deitada na cama, foram telefonemas para o meu porto seguro, foram lágrimas. Foi, principalmente, a derrota. Melhor ainda, a desistência. Desistir de algo em que, aparentemente, só eu acreditava. Foi aceitar que havia dado todos os passos, que não havia mais degraus a subir. Foi aceitar que não valho mais do que um -“Chega, não vale mais a pena.”, – “Pronto, está bem!”. Foi ver tirarem-me todas as vestes sem pedirem licença, sem qualquer aviso. E deixar que as tirassem, uma a uma, comigo permanecendo em silêncio. Foi questionar-vos de “porquês” e levar como resposta “Mas isso agora não interessa.”, “Não podes querer alcançar todas as respostas.” Foi aceitar que, uma semana depois, o telefone não tocou, como acontecera durante tantos anos, sempre naquele meu dia. Foi aceitar que não mereço palavras, que não mereço pedidos de desculpa. Nem mesmo despedidas.

Foi ter que viver numa sociedade que teima em não girar à minha volta. E compreender isso, sem queixumes. Foi deixar que fingissem que eu era um pedaço de mundo compacto, de onde nada se havia desconectado. Foi saber compreender o cansaço dos outros. A descrença. Foi aceitar a compaixão em cada palavra não pronunciada. Foi aceitar a ausência.

Foi achar que não existiria mais amanhã. Que tive a minha oportunidade e a deixara voar. Que envelheci. Que as estórias de príncipes encantados a galoparem num cavalo branco não passam de sonhos de criança. Foi ter de ouvir sermões de quem mais adoro. Só porque teimam em fazer-me acreditar que a felicidade ainda é possível. Mas que, para isso, eu tenho de abrir novamente aquela porta que se fechou há 366*24*60*60 segundos atrás.

Foi deixar-te partir. Deixar que, sozinho, compreendesses o quanto é difícil este mundo que nos rodeia. Foi deixar-te realizar os teus sonhos, que nunca conseguirias concretizar enquanto estivesses a meu lado. Foi deixar de exigir-te que crescesses. A vida se encarregará disso muito bem. Foi deixar-te ir e seres feliz!

Foi, com muita calma, deixar que a janela do quarto novamente se abrisse. Foi aprender a ir a correr ver o mar. Foi encontrar todo aquele conforto em certas amizades. Foi corar quando alguém me dizia “Tens tanta gente que gosta de ti.”, “Tens tanta gente que se interessa por ti.” Foi aperceber-me que consigo, sempre que me disponho, a estar rodeada de gente com quem me sinto tão bem. Foi recomeçar a fazer telefonemas. Foi aperceber-me que também os recebo de volta. Foi deixar, aos pouquinhos, de fazer o sorriso hipócrita para dar lugar ao espontâneo. Foi começar a lutar para que o futuro valha a pena.

Foram 366*24*60*60 segundos. E fico-me só pelos segundos, pois consegui viver com a calma suficiente para não sentir nenhuma unidade métrica inferior a esta.

Se valeu a pena? Sim, todos os meus 30 anos valeram a pena. Já lá dizia o nosso Zeca: “Não me arrependo de nada do que fiz. Mais, eu sou aquilo que fiz.”

Foi ter de chorar só mais estas lágrimas. As últimas.

15.9.08




Lembras-te de todas as noites em que eu chorava? É claro que lembras. Há coisas que uma mãe nunca esquece. Para mim isso nunca foi uma lembrança. Nem mesmo agora, depois de tanto reflectir, não entendo porque o fazia. Talvez simplesmente por querer que estivesses a meu lado. Sempre. Provavelmente lembrar-te-às de todas as outras coisas que eu também recordo. Das vezes em que ficava doente e me sentia imensamente feliz por faltar às aulas para ficar todo o dia deitada no sofá com a televisão em frente e os teus cuidados por todo o lado. Ou de quando, nas vésperas dos testes, te pedia para me fazeres perguntas. Houve um dia em que me disseste que agora eu teria de aprender a fazê-lo sozinha. E eu aceitei de imediato. As tuas palavras sempre me pareceram tão acertadas! Até mesmo aquando daquele dia. Lembras-te? É claro que sim. São coisas que mãe e filha nunca esquecem. Mesmo quando o fingem não mais lembrar. Lembro-me de quando acordei dos meus fantasmas e desatei a chorar: “Eu estou bem, mãe. Desculpa-me.” E do dia em que saí da tua casa, da nossa casa. Tenho a fotografia aqui dentro gravada.

Agora já estou crescidinha. De há uns anos para cá deixei de chorar só para que viesses ali para o meu lado. Até deixei de ficar doente, pois o sofá e a televisão sem ti ao redor deixaram de ser apetecíveis. E comecei também a dar-te conselhos. E tu a ouvi-los e a parecerem-te tão acertados!

Hoje mãe, também tu irás acordar desses teus fantasmas. E eu estarei bem juntinho a ti para ouvir-te dizer: “Estou bem, filhota.” Para que continuemos juntas a arquitectar mais estórias para recordar
.

5.9.08

Estranhamente

de Carlos C em 1000imagens


Estranhamente
reparei, observei, aproximei.
Estranhamente
conversei durante horas, passeei, brinquei, ri.
Estranhamente
as saudades, as vontades.
Estranhamente
a solidão, o desamparo.

Estranhamente
um toque suave na porta.
Estranhamente
um olhar, um abraço.
Estranhamente
uma união, um silêncio.

Estranhamente
nada fora estranho.

13.8.08

Já lá dizia a minha avó:


-Se temos de fazer o pino para tornar alguém feliz, o resultado só pode ser uma grande dor de cabeça!

10.8.08

O meu cinema (iii)


"Demorou-me um ano a chegar aqui. Afinal não foi tão difícil atravessar a rua. Depende de quem nos espera do outro lado."

My Blueberry Nights

7.8.08

Desanimam-me…


…aqueles telefonemas em que acabamos por não falar de nada por não termos coragem de falar de tudo.

5.8.08

Ironias de uma vida

Passamos uma vida inteira em quezílias com o nosso companheiro por causa do que é suposto ser e do que é suposto fazer. E no que toca ao último ponto, a vida mais uma vez mostrou-se-me irónica.

Vivi repleta de amuos e depressões por todos os quilómetros corridos até casa, sozinha e a altas horas da noite, sem ter, à distância desses mesmos quilómetros, alguém que desejasse e esperasse por um telefonema, uma mensagem ou um simples toque. E tentei convencer-me que realmente era ridícula e exagerada como tantas vezes me havia dito. Mas ficava sempre aquele vazio. A cadela já não me esperava à porta de casa e, mesmo que ainda o fizesse, nunca saberia discar algum número de telefone e pedir socorro. Poderia nunca chegar ou não conseguir levantar-me no dia seguinte. No escritório ninguém daria pela minha falta. Não tinha horários e não eram raros os dias em que ficava por casa a labutar. Só mesmo o telefonema às 5 da tarde do dia seguinte soaria a toque de emergência. Sim, porque aqueles telefonemas de bons dias, amor sempre lhe pareceram ridículos e os da hora de almoço soavam-lhe a picar de ponto. E convencemo-nos, ao longo de uma vida, que as estórias observadas em filmes não são mais do que isso: estórias.

Nos últimos tempos, tudo o que era suposto ser e suposto fazer e nunca se era ou se fazia, deixou realmente de fazer sentido. Há até quem lhe chame independência. E até que consigo viver bem com ela. Conformada, confortada, sem amuos e depressões. Até que, na noite passada, enquanto abro a porta do prédio a certas horas da madrugada, recebo aviso de mensagem de alguém para quem não seria suposto fazer: “Eu cheguei bem, e tu?”

25.7.08

Selectividades

As estórias da minha vida tornaram-me cada vez mais selectiva. Serei-o agora em demasia?

17.7.08

encostar vs encerrar



Por vezes necessitamos de encostar a nossa porta. Carecemos de tempo e até mesmo de espaço. Só para nós! Às vezes até temos vontade de a fechar, para que ninguém possa espreitar-nos. Mas não podemos esquecer que, a partir desse instante, o mundo só voltará a entrar-nos no quarto quando formos nós próprios a abrir novamente o ferrolho. E há que cuidar da ferrugem então formada. Porque há portas que se encostam e porque há outras que se encerram.

(foto de Luna em olhares)

Ainda há quem me leve a sério!

E à conta disso, hoje recebi um telefonema directamente de Madrid! Por coisas que escrevo em posts. Amiga, o mundo à minha volta continua tranquilo, tal como estava quando partiste. Deixei para trás muitos encargos, mas nunca os amigos. Desses, esperarei sempre por um telefonema, a qualquer hora de um qualquer dia. Tal como hoje.

12.7.08

A cura para a minha ansiedade

Deixei de ter horários para despertar e comecei a acordar mais cedo que o habitual. Deixei de ter hora marcada para começar e acabar o trabalho, embora mantenha prazos para o finalizar, e ele começou a render muito mais. Deixei de ter hora marcada para jantar e até me deixei das obrigações de almoços familiares aos domingos. Deixei-me de programas televisivos com horários que nunca são fixos e passei a ver séries no computador. Deixei de esperar por um telefonema. Deixei de esperar por correspondência com outro nome na minha caixa de correio. Deixei-me da obrigação que sentia em dar justificações da minha vida. Deixei de ter noites da semana fixas com compromissos com fulano ou sicrano. Deixei-me da obrigação de ter de comprar pão todas as manhãs. Deixei de andar sempre com o telemóvel atrás. Deixei de me questionar por que é que este não toca. Deixei de procurar o que me magoa. Deixei de me preocupar com a coreografia correcta nas aulas de funky e comecei a cantar e a dançar. Deixei a agenda na gaveta de casa.

Deixei de ter quem esperasse por mim em casa ao final do dia. Deixei de ter de ir a correr para ser eu a primeira a chegar!