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6.10.08

Mamma Mia

O Pierce Brosnan a cantar é muito fraquinho, a Meryl Streep esforçou-se bastante e esteve bem, apesar de não parecer um rouxinol. As músicas? Ai as músicas! Viajei até à minha infância, até todas aquelas tardes em que a minha mãe punha o gira-discos a rodar... Sempre achei que os ABBA eram um pouco pirosos. Mas confesso que passei o santo filme a cantar e a dançar na cadeira. O público? Fantástico. E eu era das mais novas numa sala repleta de gente. Não foi um espetáculo de filme, mas deu para cantar, dançar, rir e apreciar...

14.8.08

Sex and the City



Não me atrevo a revelar-vos o tempo que demorei a rever as duas primeiras temporadas desta série. Abdiquei de quase todo o mês de férias para dar o andamento final ao meu trabalho. Prevejo agora um mês de Setembro difícil. E é neste momento que imagino alguns de vós a pensar “Esta gaja não muda nunca!”. Soube-me bem, e depois? Apercebi-me que esta série nos faz reflectir sobre muitos aspectos da vida, nenhum deles que envolva aquele em que me deveria concentrar no momento. Mas adiante. Eis algumas observações:


- As intervenientes já não me parecem assim tão distantes. Bem como as suas estórias. Será porque já cheguei aos 30?! É certo que aquelas roupas estão um pouco démodé e que aquele estilo de vida me parece um pouco exagerado. Mas se pusermos de lado o que é acessório, sobram-nos casos de vida com que me deparo diariamente agora que ando pelos 30.

-
“Homens solteiros de 30 anos têm defeito. Mulheres solteiras são exigentes demais.” – E não é que isso me passa várias vezes pela cabeça! Será que é mesmo verdade? Há quem acredite que há muitas mulheres solteiras porque há efectivamente mais mulheres que homens. E que os homens sem defeito não chegam a esta idade sem projectos de vida e sem os porem em prática. Quero acreditar que a lei de Darwin anda a fazer efeito na nossa espécie e que há realmente um testo para cada panela. Mas talvez eu tenha demasiada fé!

- “Ele fingiu o futuro para obter o que queria no presente.” – E tudo o que me apetece dizer sobre este assunto é que infelizmente há gente assim.

- Miranda tem um ovário preguiçoso, não ovula. Daí ser uma mulher fértil bimensalmente. Decisões como congelamento de óvulos, despertar o relógio biológico, etc., começam a ser sentenças diárias. Sentenças estas que não são só nos filmes e que assolam algumas de nós ou quase todas nós. Aceitações que temos de ter com serenidade e resoluções que temos de tomar com calma. E não falo só de mim, nem mesmo só dos outros.


-
“Para esquecer um relacionamento precisamos de metade do tempo que ele durou.” - I really hope not.

PS: Depois de o ter postado lembrei-me de um outro pormenor. Carrie e Mr. Big andam temporadas numa relação inconstante. Finalmente no filme conseguem resolver a sua vida e voilá!: eis o casório. Mas até aqui os argumentistas são irónicos. Só mesmo em filmes!?!?!?

10.8.08

O meu cinema (iii)


"Demorou-me um ano a chegar aqui. Afinal não foi tão difícil atravessar a rua. Depende de quem nos espera do outro lado."

My Blueberry Nights

20.6.08

O meu cinema (ii)

(busca Google)

"Meu amigo, fecha os olhos e deixa que as águas te transportem até casa."

Nunca é tarde demais

2.5.08

vamos dar música... (ii)

Ainda na onda musical em formato de banda sonora de filme, língua espanhola, com a sua dose de lamechice...

Fora sempre a sua música favorita até que um dia decidiu cantá-la à capela e na sua língua. David Lynch ficou emocionadíssimo mal a escutou na audição, que resolveu fazer uma parte especial na sua série que, por outras razões, se tornou no filme “Mulholland Drive”. Rebekah Del Rio diz – “The song has brought so many wonderful opportunities as well as touched so many along the way. I wouldn’t be the same if I had not chosen to sing “Llorando””.

Vi este filme há já alguns anos e não me ficou a recordação desta versão. Há pouco tempo atrás, tive oportunidade de a escutar no último episódio da terceira série de Prison Break e fiquei extasiada. Mais uma vez, recorri ao YouTube e ao Google e pude resgatar as informações que desejava. E agora partilho-as convosco:

Senhoras e senhores, do original “Crying” de Roy Orbison, apresento-vos a versão à capela “Llorando” de Rebekah Del Rio em “Mulholland Drive”:


24.4.08

vamos dar música...

Aqui está o tema que ouvi em Amor nos Tempos de Cólera e que vos tinha prometido. Como não encontrei nenhum vídeo oficial e/ou digno de postagem, deixo este de uma, aparentemente, fã de Shakira, mas assim em formato pequenino para não dar grande realce à imagem.



21.4.08

O meu cinema

Este fim-de-semana foi passado com Javier Bardem. E digamos que muito bem passado. Foram dois filmes simplesmente fantásticos, duas participações fenomenais. No primeiro, vencedor de um Óscar (para os mais distraídos, melhor actor secundário em Este País Não É Para Velhos) agarrou-me ao ecrã durante as longas duas horas de suspense, tensão, da interpretação de Bardem e da realização dos Coen.

Mas o filme que me surpreendeu foi de facto Amor em Tempos de Cólera. Porque sempre que vou ver um filme depois de ter lido a obra desiludo-me. Faz-me lembrar os meus tempos de estudante de secundário. Na altura as obras obrigatórias eram Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, e Os Maias, de Eça de Queiroz, e, enquanto eu andava com os tijolos atrás a absorver todo o seu conteúdo, à minha volta surgiam aquelas sebentas amarelas com um título tipo “Aprenda a obra queirosiana em 60 minutos”. Talvez por ir à espera de pouco, por saber que havia ingredientes que adorei no livro que nunca iriam ser enaltecidos, por ir receosa de 140 minutos de uma possível pasmaceira (de facto, tenho por hábito começar a mexer-me na cadeira quando passam as 2 horas de fita e quando esta não me cola ao ecrã) e por recear sentir-me realmente só (o que nunca deixaria de ser realidade). Ao contrário do que esperava, gostei da fotografia, gostei de como retrataram a estória (ok, poderiam ter aproveitado mais o enredo da troca de cartas, mas o tempo era curto), gostei de rever alguns dos meus sublinhados (apesar de não os rever a todos), gostei, mais uma vez, de Bardem em Florentino Ariza e amei, sim, amei, a banda sonora. No início a voz parecera-me familiar. Comecei a tentar puxar pelos meus neurónios e eles só me davam a resposta de Shakira. As minhas dúvidas ficaram esclarecidas no fim do filme. Sim, eu não conhecia o reportório dela antes de se tornar famosa e comercial. E nunca pensei que um dia haveria de correr à FNAC mais próxima para comprar um CD dela! Mas assim será. De realçar ainda que a assistência também se portou muito bem. Cada vez gosto mais das sessões das 18:30, pois estão repletas de pessoas que gostam verdadeiramente de ir ao cinema. E que se riem com o bom humor e não com a estupidez e por estupidez. Bom, deixo-vos com o trailer oficial do filme com a promessa de ainda postar por aqui a música que mais me cativou (estou à espera de encontrar um vídeo à sua altura e com direitos de postagem;)).

Um filme de amor, com pitadas de humor, repleto de paixão.

-How long would you wait for love? -Forever.